Literatura que permanece.

Carta da Fundadora

O Versos Online começou preservando versos. Hoje preserva memórias por meio da literatura.

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Um dia, quando meu coração apertou, fiquei triste. Pensei:

“Se estou triste, vou ouvir uma música para ficar feliz.”

Mas, junto com as músicas, eu ouvia versos.

Para não esquecê-los, comecei a escrevê-los.

Depois, eu os reescrevi.

Mais tarde, passei a digitá-los.

Foi então que percebi que aqueles versos já não eram apenas palavras ouvidas, escritas, reescritas ou digitadas.

Eles haviam se tornado Versos Online.

Aparelho de som com toca-fitas
Imagem: Antes de chegarem ao caderno, os versos eram encontrados nas músicas.

A tecnologia e a programação, que antes pareciam restritas a poucos, me permitiram compartilhar aquilo que um dia apenas escutei.

O que antes existia somente em um caderno hoje pode ser lido, ouvido, pesquisado e compartilhado por pessoas que talvez eu nunca conheça.

Durante muito tempo, minha voz esteve em segundo plano.

Eu emprestava espaço às palavras de outros autores porque acreditava que elas eram maiores do que as minhas.

Notebook aberto ao lado de um livro
Imagem: A tecnologia transformou palavras guardadas em um caderno no Versos Online.

Hoje entendo que minha voz nunca competiu com a deles. Ela sempre existiu para construir pontes entre essas palavras e quem as lê.

Quando era mais jovem, eu lia para descobrir novos pensamentos.

Hoje releio para lembrar quem eu era quando encontrei aqueles versos pela primeira vez. E, curiosamente, cada releitura cria novos pensamentos.

Os versos não envelhecem.

Eles mudam de significado porque nós mudamos.

Talvez seja essa a verdadeira razão de existir do Versos Online.

Não guardar palavras.

Mas permitir que elas encontrem novos leitores, em novos momentos, carregando novos significados.

°•. Cássia M. Watakabe .•°

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